Finalmente, é sexta-feira :) Não gosto de passar as semanas a contar os dias para terminarem, mas esta foi mesmo cansativa. Andei um pouco perdida num trabalho complicado sobre um tema que não domino bem para a pós-graduação e o tempo livre voou. Felizmente, está pronto e entregue!
Com isto, acabei por não partilhar convosco o passeio do fim-de-semana passado. Fui à Casa Andresen, no Jardim Botânico do Porto, ver a exposição «A evolução de Darwin». A exposição retrata a história da evolução desde o século XVIII até à actualidade, com muitas imagens, espécimes e experiências. Está muito bem conseguida e é interessante. Aprendi bastante. Recomendo, especialmente a quem tem crianças em idade escolar.
No entanto, o que me fascinou mesmo foi o trabalho de restauro da Casa Andresen. Simplesmente fantástico! Desde a cor escolhida para a fachada exterior, aos materiais novos usados no interior em contraste com a recuperação exemplar dos mais antigos, acho que nenhum detalhe foi esquecido. Vale a pena a visita só para apreciar a casa :)
Esta semana passou tão depressa que infelizmente não consegui ter tempo para escrever aqui. Deixo-vos um artigo que escrevi sobre o Esty há algumas semanas. Vão descobrir o meu lado profissional, mas sempre com um toque crafty :)
Foto: Homes and Gardens
Não assinalo com festejos especiais o dia de São Valentim e acredito que muitos de vocês sejam também de opinião que o amor é de todos os dias. E se o amor é de todos os dias não é preciso guardar os corações na gaveta e retirá-los uma vez por ano. São sempre bonitos na decoração de uma casa :)
As fotos são da Elena (vale a pena perder-se nos álbuns dela no Flickr), Graham and Green e Decorative Country Living.
Desde que me lembro, chove sempre no dia 6 de Fevereiro. Este ano esteve um sol radioso. E ontem reparei que a minha árvore no caminho para o trabalho já está novamente coberta de flores. Duas coisas tão boas só podem significar que este vai ser um ano muito bom :)
Já aqui partilhei várias vezes o meu carinho pelo Porto. Custa-me muito caminhar pelas ruas e ver prédios inteiros abandonados ou ir à baixa ao domingo e vê-la completamente vazia de gente. Por isso, a decisão foi simples quando tive de escolher um tema para o meu primeiro desafio de pós-graduação, que consistia em preparar um vídeo.
As imagens são do Vítor Tavares, do não-lugares (a quem agradeço toda a ajuda e disponibilidade), a edição e o script são meus e a versão fantástica do Porto Sentido é interpretada pelo Carlos do Carmo e Bernardo Sassetti.
Gostei mesmo muito de fazer este trabalho e do resultado final. Espero que chegue a alguém e possa por momentos chamar a atenção para um problema que é de todos.
Há alguns meses criei uma conta no Deco my Place e senti quase instantaneamente que o ia usar muito porque encontrei, finalmente, uma forma de juntar todas as imagens que me inspiram e que tentava em vão organizar no meu computador.
Criei vários álbuns que agora são uma espécie de cadernos de recortes com ideias, sonhos e inspiração para decorar. Casas inteiras ou cantos da nossa. Com peças compradas ou feitas à mão. Se vos apetecer espreitar as minhas descobertas, estão aqui.
[ A quem gosta do Deco my Place peço que me deixe uma nota, pois confesso que ainda não tive tempo de procurar os amigos que partilham este gosto por lá ]
Já só faltam dois dias e há em mim um misto de pressa, mas também de vontade de que o tempo não passe. Pressa para que a mostra aconteça e seja como sonhámos. Pressa para que sejam dias felizes para os artesãos que estarão no Dolce Vita no sábado e domingo. Pressa para que se encham de risos de miúdos e maiores os workshops que idealizamos. Vontade que o tempo não passe para manter este nervoso miudinho saboroso que acompanha sempre os desafios da nossa vida. Vontade que o tempo não passe para tratar deste ou daquele detalhe que é pequenino, mas importante quando somos nós a organizar um evento. Vontade que não passe só para que estes dias não se tornem passado.
A boa notícia é que este ano a mostra de artesanato terá duas edições. Uma já neste fim-de-semana e outra no de 18 e 19 de Dezembro para as últimas compras antes do Natal. Agora não conseguirei levar as minhas velas e luminárias, mas estarei a expor na segunda edição.
Deixo por isso o convite a todos os que passam por aqui para que passem também pelo Dolce Vita Porto. Espero por vocês! :)
Fim-de-semana cheio com um sol de Outono quentinho. Sábado de manhã a aprender que fazer vídeos fantásticos não implica tantos recursos como possamos imaginar. Agora quero arrumar ideias para começar a fazer experiências :)
De tarde uma surpresa boa nas inaugurações simultâneas em Miguel Bombarda: na galeria Fernando Santos está patente a exposição de Antoni Tapiès que esteve até há algumas semanas no Museu do Douro, na Régua. Desde Barcelona que sigo com mais atenção o trabalho de Tapiès e foi muito bom revê-lo.
O tempo ainda chegou para ver as cores de Outono nas redondezas de minha casa. E ainda bem. Que a semana começou com chuva e muito vento.
O meu roteiro de Barcelona seguiu quase sempre os guias de viagem. Não quis fugir das atracções da cidade, mas foi bom sentir que conforme os dias passavam encontrava cada vez menos turistas ávidos e apressados.
É longa a lista do que escolhi ver em Barcelona, mas deixo-vos a minhas impressões:
Sagrada Família
Imperdível. Apesar das obras que nunca deverão acabar, do barulho das máquinas, da confusão de pessoas, não há outra igreja como esta no mundo. Corta a respiração entrar e olhar para cima. Neste momento está patente numa das alas uma exposição sobre a relação entre Gaudí e a Natureza que ajuda a compreender melhor de onde vem a inspiração para muitas das suas opções arquitectónicas. Infelizmente, o catálogo ainda não estava disponível. Algumas notas: vale a pena subir às torres e descer pelas escadas; o bilhete combinado com a Casa Museu Gaudí, no Park Guell, é uma boa opção.
Casa Batlló
Esta casa é uma explosão de vida, que começa no átrio e só acaba nas chaminés coloridas do terraço. Fica-se com a sensação de que cada detalhe foi pensado por Gaudí quase até ao infinito, desde o tamanho das janelas no pátio central para controlar a entrada de luz até ao formato ergonómico dos puxadores da porta. Parece que se está dentro de um sonho. A entrada é cara, mas vale a pena.
La Pedrera
Mais um sonho pela mão de Gaudí. A fachada com as varandas de ferro forjado e o terraço são lindíssimos. E apesar de ser mais discreto, o edifício é imponente e ousado. Temos o privilégio de poder visitar um apartamento dos anos 20, mobilidado e decorado à epoca, com todos os detalhes. Dei por mim a pensar que há pessoas que fazem a sua vida de todos os dias ali, nos apartamentos ao lado, e só me ocorria uma sensação de medo de que alguém se tivesse lembrado que os acabamentos tinham passado de moda e renovasse a casa.
Fundação Tapiés
Já conhecia o trabalho deste pintor há algum tempo, mas acho que nunca lhe tinha dado tempo para me conquistar. Aconteceu agora. Gostei dos quadros e da casa que os guarda. Da biblioteca com livros até ao tecto e do objectivo de criar condições para que outros aprendam também.
Park Guell
A melhor opção é apanhar o autocarro 24 no Passeig de Gràcia (em frente à Casa Batlló), sair no topo norte do parque e daí descer até à entrada principal. Caso contrário, visita-se o parque sempre a subir e é muito mais cansativo. Gostei da Casa Museu Gaudí, onde o arquitecto viveu alguns anos. Foi uma das únicas duas que realmente se construíram do grande projecto para uma aldeia independente para burgueses endinheirados, encomendada por Eusebi Guell a Gaudí. Construiu-se também o mercado, o terreiro ladeado pelo famoso banco serpenteado coberto de pedacinhos de azulejo e os edíficios de apoio à entrada do parque. Sentimo-nos num mundo de fantasia. A entrada é gratuita, pelo que está sempre cheio de turistas.
Palau de la Música Catalana
Aqui também nos sentimos a entrar no mundo dos sonhos. Para onde quer que se olhe a luz cria reflexos de mil cores ao passar pelo vidro do grande lustre suspenso que parece um sol. A sala de espectáculos desdobra-se em detalhes que nunca mais acabam desde as estátuas que saem das paredes junto ao palco ao trabalhado do tecto da madeira, passando pela madeira especial das cadeiras para melhorar a acústica da sala. O edifício faz-nos pensar em Gaudí, mas é do arquitecto Luís Domènech i Montaner e é imperdível.
Mercados de rua
Há vários pela cidade, com produtos frescos, fruta, frutos secos. Os mais apelativos e com as bancas mais arrumadas e coloridas são a Boquería, nas Ramblas, que é ponto de passagem quase obrigatório para quem visita Barcelona, e o Mercado de Santa Catarina, no Bairro Gótico.
Continua, com mais textos e fotos :)
Este ano fiquei aqui ao lado nas férias e valeu a pena ficar por perto. Em Julho, passei uns dias em Maiorca, que ainda não conhecia. Podiam ter sido umas férias de sol e pés na água morna do mar, mas preferi correr a ilha de uma ponta à outra a tentar conhecer-lhe os cantinhos todos. Supreendeu-me muito! Imaginava-a um típico destino de sol e praia sem muito interesse além disso, mas descobri locais fantásticos.
Como Espanha é o segundo maior produtor de amêndoa do mundo e as Baleares a zona com maior produção a nível do território espanhol, adorava voltar lá na altura em que as amendoeiras florescem e ficar numa das vilas mais afastadas da descaracterização que prolifera junto ao mar, como Valledemossa (na foto) ou Soller.
[ muitas, muitas fotos de Maiorca para ver aqui ]
Ontem cheguei, muito cansada, de Barcelona. Voltei dez anos depois da primeira visita e vim feliz porque consegui aproveitar muito mais a cidade agora que antes. Se já tinha gostado, agora apaixonei-me definitivamente :)
Como quero lá voltar, vou preparar um roteiro com as minhas visitas, os restaurantes e as lojas favoritas. A mim serve-me para memoria futura, a outros visitantes espero que possa ser útil quando organizarem a vossa visita.
E amanhã, regresso ao trabalho. Regresso satisfeita. E isso sabe bem.
Emociono-me sempre um bocadinho no dia em que o catálogo do Ikea está à minha espera na caixa do correio. É verdade que os produtos estão todos no site, com informação extra sobre a disponibilidade na loja mais próxima entre outras vantagens, mas não é o mesmo que folhear o catálogo e ver casas - que sabemos não são de verdade, mas parecem - e ter ideias novas para a nossa.
Para 2011 fiz esta selecção. É o meu Ikea. Algumas peças já tenho, outras gostava de comprar, outras são só para me inspirar.
E o vosso Ikea? Contam-me como é?
Recebo muitos e-mails com pedidos de ideias para decorar festas de casamento com velas.
Esta manhã ao receber o e-mail da Patrícia ocorreu-me que, em vez de lhe responder pela mesma via, como costumo fazer habitualmente, valia a pena trocar um pouco de perda da privacidade de quem pergunta pela utilidade da partilha da resposta, que poderá ajudar outros com as mesmas dúvidas.
Assim, pergunta a Patrícia:
Estou a preparar a minha festa de casamento e pensei no tema velas para decorar as mesas e marcá-las. Acha que é boa ideia e como poderia aplicá-la?
Usar velas na decoração de um casamento é sempre uma excelente ideia. As velas iluminam, ao mesmo tempo que criam um ambiente acolhedor e romântico.
Se quiser fugir do convencional pode substituir o tradicional placard de distribuição dos convidados pelas mesas por velas. A cada mesa corresponderá uma vela, onde deverá ser aplicada a designação escolhida para a mesa e os nomes dos convidados que se sentarão nela. Esta ideia resulta bem com velas quadradas, robustas, pousadas em cima de uma cómoda, de outro móvel antigo ou de uma lareira. As velas devem estar acesas.
Na decoração das mesas em si, as velas podem ser misturadas com flores, com água, com seixos... ficam bem com praticamente tudo. Eu apostaria numa decoração muito simples.
Aqui ficam algumas ideias do sempre inspirador Style Me Pretty:
Espero que estas ideias ajudem :)
Gosto muito da festa de São João no Porto :) Este ano até tentei comer sardinhas, mas definitivamente não consigo gostar. Depois do jantar, desci pelas ruelas até à Ribeira para ver o fogo de artifício. Foi bonito, mas do que gosto mesmo é de ver os balões subir, subir até serem só pontinhos de luz no céu.
A melhor homenagem é continuar a lê-lo. Ler-lhe os livros, sofregamente, como fazia o senhor José de Todos os Nomes na busca das pessoas.
José Saramago, 16.11.1922 - 18.06.2010
As fotos são da exposição A Consistência dos Sonhos, que vi em Maio de 2008.
Domingo caseiro com sabor a fim de férias e a scones feitos pela minha mãe :)
A receita veio deste livro da Mafalda Pinto Leite.
No Vidas Crafty entrevista com a Ana Raimundo.






